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Cúpula do PMDB na mira de Janot

Publicado em Política

Renan Calheiros, Romero Jucá, José Sarney e Eduardo Cunha, são alvos de pedido de prisão do procurador-geral da República. STF é quem vai decidir

A notícia do pedido de prisão de quatro integrantes da cúpula do PMDB feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na manhã da última segunda-feira, além de causar certa perplexidade na população, gerou certo grau de insatisfação no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Congresso e preocupação no governo Michel Temer. Ministros do STF reclamaram do vazamento da medida, considerado uma “brincadeira” com o tribunal, e líderes no Congresso e assessores do presidente em exercício questionaram a base legal dos pedidos.

 

O pedido foi revelado pelo jornal “O Globo”. A Procuradoria requereu ao STF a prisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do ex-presidente José Sarney (PMDB-AP) e do senador Romero Jucá (PMDB-RR) com base em gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado avaliadas como tentativas de atrapalhar a Operação Lava Jato. As ações da PGR foram protocoladas há três semanas no tribunal e tramitavam de forma oculta. A publicidade do pedido provocou reações no STF. Os ministros manifestaram preocupação com o vazamento da informação, prevendo que vai gerar pressão sobre o tribunal. Nas últimas semanas, o ministro Teori Zavascki, relator do caso, teria comentado com alguns colegas sobre a demanda, mas os ministros não tiveram acesso completo aos documentos e questionavam se o procurador havia recolhido mais elementos.

 

Não há prazo para uma decisão de Zavascki, que pode submeter o pedido à apreciação de seus colegas. O ministro Gilmar Mendes cobrou o subprocuradorgeral da República Odim Brandão Ferreira pelo vazamento, numa fala exaltada ouvida do lado de fora da sala. A jornalistas, Gilmar Mendes atacou a divulgação de processos ocultos. “Os responsáveis têm que ser chamados às falas. Não se pode brincar com esse tipo de coisa. ‘Ah, é processo oculto, pede-se sigilo’, mas divulgase para a imprensa que tem o processo aqui ou o inquérito.

 

Isso é algo grave, é uma brincadeira com o Supremo. É preciso repudiar isso de maneira muito clara.” Todos negaram Os políticos que foram alvo do pedido de prisão, como de praxe, negaram irregularidades e atacaram a solicitação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Grande acordão Líderes da base aliada e da oposição no Senado diante desse fato, já articulam um grande acordo para barrar no plenário da Casa eventual ordem de prisão provisória do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e do senador Romero Jucá (PMDB-RR). Se a Corte determinar, os senadores só podem ser mantidos presos após aprovação do Senado. O mesmo procedimento ocorreu com o senador cassado Delcídio Amaral (sem partido-MS). No caso dele, o plenário decidiu, em novembro de 2015, mantê-lo preso após a determinação do STF.

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