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Moro teme que Lava-jato sofra desgaste na opinião pública

Publicado em Política

A cada desdobramento da operação surgem indicativos de outras tramas ilícitas envolvendo outros agentes públicos e políticos

A operação Lava-jato completou 2 anos, no último mês de março, e segundo interlocutores, o juiz federal Sérgio Moro gostaria que a operação chegasse ao seu fim até dezembro. O juiz considera que a sequência de desdobramentos da grande investigação pode vir a provocar um desgaste até mesmo na opinião pública que, hoje, presta apoio maciço à força-tarefa da Lava-Jato.
“Terminar até dezembro a parte da primeira instância é uma expectativa ou um desejo”, teria dito Moro a uma pessoa próxima, na última quarta-feira. Mas ele próprio admite que essa é uma meta “imprevisível”. A cada desdobramento da Lava-Jato surgem indicativos de outras tramas ilícitas envolvendo outros agentes públicos e políticos. O que força a abertura de novos procedimentos no âmbito da Polícia Federal e da Procuradoria da República.

Manifestações de raiva
Apesar das declarações de solidariedade que tem recebido nas redes sociais e em eventos dos quais participa, o juiz da Lava-Jato tem dito a interlocutores que ficou “consternado” com o que chama de “manifestações de raiva e intolerância” registradas nas últimas semanas.
Tais manifestações ganharam força sobretudo depois que a Lava-Jato conduziu coercitivamente o ex-presidente Lula, no dia 4 de março, para depor nos autos da Operação Aletheia - fase da Lava Jato que investiga o sítio Santa Bárbara, de Atibaia, cuja propriedade é atribuída ao ex-presidente. A condução coercitiva do petista foi decretada por Moro, que, em sua decisão, destacou que não se tratava de uma antecipação de condenação, mas apenas de uma medida necessária para a investigação.

Participação de todos
Sérgio Moro também tem insistido na linha de que a Justiça sozinha não pode ser a solução para a crise política e ética que o País atravessa. Ele acredita que chegou a hora de outras instituições, e também da sociedade, se empenharem para alcançar mudanças importantes que possam levar a um combate mais eficaz à corrupção e à redução do quadro de impunidade.
O juiz considera que um primeiro passo nessa direção foi dado pelo Supremo Tribunal Federal - em recente decisão, a Corte admitiu execução de prisão de condenados em ações penais quando a sentença é confirmada por colegiado de segundo grau.
A Lava-Jato está em sua 28.ª etapa ostensiva, a primeira foi deflagrada em março de 2014. Desde então, vem sendo mantida média superior a uma operação por mês. A investigação, que inicialmente mirava quatro grupos de doleiros, desvendou um esquema complexo de corrupção, propinas e cartel de empreiteiras na Petrobras.

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