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Arthur Ordones - Assessor de investimentos da Renova Invest (XP Investimentos) Arthur Ordones - Assessor de investimentos da Renova Invest (XP Investimentos)

5 Coisas que você deve entender antes de investir no Tesouro Direto

Publicado em Opinião

1) O Título Público

O Título público é uma dívida do Governo. Logo, você precisa entender que, quando você investe seu dinheiro em títulos, via Tesouro Direto, está financiando/emprestando dinheiro para o Governo Brasileiro.

2) Como é a remuneração dos títulos?

Existem basicamente 3 grandes “famílias” de títulos públicos: Letras do Tesouro Nacional, Letras Financeiras do Tesouro e Notas do Tesouro Nacional. Para a maioria dos investidores, somente lendo esses nomes fica complicado saber qual rende o quê e de qual maneira. Por isso, o Governo decidiu mudar o nome dos títulos para facilitar o entendimento dos investidores em geral. As Letras do Tesouro Nacional (LTN) passaram a se chamar Tesouro Prefixado, logo, você sabe que a característica do título é ter a taxa fixada exatamente no momento da compra. As Letras Financeiras do Tesouro (LFT) passaram a se chamar Tesouro Selic, o que torna mais fácil entender que esse título vai render a Selic (taxa básica de juros, atualmente meta em 14,25%). As Notas do Tesouro Nacional – Série B (NTN-B,) passaram a se chamar Tesouro IPCA, pois tem como característica rentabilizar o investidor em IPCA (Inflação oficial do Governo) mais uma taxa estipulada. O maior desafio da economia brasileira é o controle da inflação, não é à toa que esse é o título mais demandado pelos investidores.

3) Tenho necessidade de usar parte da rentabilidade no meio do caminho?

Os títulos públicos possuem uma característica interessante: eles podem, caso você escolha essa opção no momento da aplicação, pagar os juros/rendimento (conhecido no mercado como cupom) de forma semestral. Isso ajuda muitos investidores que precisam ajustar o seu fluxo de caixa, com entradas de dinheiro. Antigamente, essa diferenciação era mais complicada, mas, hoje, essa observação vem no próprio nome do título. Exemplo: Tesouro Prefixado com Juros Semestrais, o que significa que você está aplicando em um título do governo com taxa prefixada e que semestralmente os juros serão recebidos por você (antiga NTN-F).

4) Separar seus sonhos e objetivos de forma temporal

Esse ponto parece ser o mais simples, porém, mais importante, afinal, se mal feito, pode colocar toda sua rentabilidade e planejamento em risco. Quando você se depara com o vencimento dos títulos públicos, encontra datas desde 2016 até 2050. Mesmo sendo muito delicada, é uma parte que demanda simples segregação dos desejos. Os títulos públicos, apesar de serem produtos de característica renda fixa, podem variar e causar surpresas desagradáveis quando resgatado muito antes do tempo. Então se seu objetivo ao investir é fazer uma viagem daqui a um ano, o foco na sua decisão tem que ser por títulos com vencimentos mais curtos (nesse caso, a taxa paga pelos títulos fica em segundo plano e o prazo se torna preponderante). Caso queira se casar daqui 3 ou 4 anos, você pode alongar um pouco mais esse prazo e tentar buscar taxas mais atrativas. E ainda se seu foco for a aposentadoria, pode buscar os prazos mais longos sem problemas e facilitar a previsibilidade do seu planejamento de aposentadoria. Caso você tenha tanto o desejo de viajar daqui a um ano como o desejo de planejar sua aposentadoria, é simples: divida seus recursos e olhe como sendo duas “cestas” diferentes.

5) Escolher sua corretora

Para se investir em títulos públicos, via Tesouro Direto, você obrigatoriamente precisa fazer a aplicação por intermédio de uma corretora (intermediário financeiro), mesmo que realize sozinho e até mesmo de forma direta pelo site do Tesouro Nacional. A corretora é, nesse caso, basicamente uma prestadora de serviço, então a escolha deve ser direcionada à corretora que conseguir oferecer o melhor serviço pelo menor custo.

A lista de corretoras autorizadas a intermediar os títulos públicos e o respectivo custo de cada uma delas, você pode facilmente acessar pelo site: http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro-direto-instituicoes-financeiras-habilitadas Vale ressaltar que a taxa ali mencionada é a taxa da corretora. Além dela, existe uma taxa de custodia de 0,3% ao ano, que é padrão para qualquer compra.

O serviço da corretora pode estar ligado, entre outros fatores, ao fato do investidor poder fazer a chamada “aplicação programada”. Isso é uma ferramenta fantástica que funciona como um débito automático, porém, o valor não é para pagar uma conta, mas sim para ir enchendo sua carteira de investimentos. A lista de corretoras que possibilitam essa opção pode ser encontrada no mesmo link acima.

Após o check-list desses 5 itens, é colocar o dinheiro para trabalhar para você e realizar seus sonhos e objetivos com conhecimento e segurança.

*Arthur Ordones - Assessor de investimentos da Renova Invest (XP Investimentos), Sócio e especialista em investimentos da Arena do Dinheiro e Sócio-fundador e CEO da Chicago Boys Investimentos, Arthur Ordones é graduado em Comunicação pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, especialista em Mercado Financeiro pela FIPE/USP, pós-graduado em Produtos Financeiros e Gestão de Riscos na FIA/USP e possui a certificação de investimentos CPA-20, da Anbima.

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