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A evolução da ação nacional

Publicado em Cultura

“MAIS FORTE QUE O MUNDO” MOSTRA A VIDA DE JOSÉ ALDO E COMO SE TORNOU UM DOS MAIORES CAMPEÕES DO MMA, UM FILME SURPREENDENTE EM SUA NARRATIVA E TÉCNICAS DE FILMAGEM

 

“Mais Forte que o Mundo” é a aposta nacional para esta semana, o filme mostra a vida de José Aldo dentro e fora do octógono. Aldo é hoje uma lenda viva, considerado um dos melhores lutadores peso por peso do MMA, já foi campeão mundial e 4 vezes campeão brasileiro de jiu-jitsu, ex-campeão pena do WEC (World Extreme Cagefighting) e ex-campeão pena do UFC, mas antes dessa trajetória de vitórias sua vida foi muito sofrida e dificil. Afonso Poyart (diretor de “2 Coelhos”) encabeçou o projeto de uma cine biografia do grande campeão, após seu primeiro filme. Poyart mostrou que pode sim beber da fonte dos filmes de ação hollywoodiano e fazer algo muito bom, com diversas cenas de ação dentro e fora do octógono o filme consegue prender o telespectador, mesmo os que não são apaixonados pelo MMA.

 

 

 

Valorizando técnica e estética, Poyart consegue balancear as cenas de ação com a dramatização de José Loreto (José Aldo) que está maravilhosamente fiel ao grande atleta, dizem que no preparo do ator para o papel chegou a perder 7% de gordura do corpo para poder fazer o personagem, algo difícil até para os lutadores do UFC, mas claro a sua atuação é a grande tônica do filme e demonstra que este jovem ator tem muito potencial para o futuro do cinema nacional. Na narrativa voltamos anos para mostrar a origem de José Aldo em Manaus, rapaz de origem humilde, que vai tentar a vida no Rio de Janeiro, mas antes de se destacar contra oponentes no ringue, Aldo precisou acertar as contas com seu passado conturbado e superar traumas antigos.

 

O elenco é muito bom com Cleo Pires (que interpreta Vivianne Oliveira, ex-lutadora e esposa de Aldo), Milhem Cortaz, Jackson Antunes, Claudia Ohana e Romulo Neto, e a surpresa de Rafinha Bastos (que vive o lutador Marcos Loro), que mesmo não tendo uma grande carreira cinematográfica, consegue entregar um bom personagem, que também serve como alívio cômico para a vida traumática de Aldo.

 

 

 

Sendo uma biografia o filme traz um roteiro já conhecido por todos, que lembra muito a história de Rocky Balboa, herói saído de baixo que ganha a chance de reconhecimento astronômico no esporte. Por outro lado, temos a excelente performance de Jackon Antunes no papel de Seu José, pai de Aldo, que se torna o fantasma do lutador, lhe trazendo traumas de infância e de quando bebia. Vale muito a pena assistir e presenciar que o Brasil está progredindo no cinema, mas não nas comédias que acabam tendo as mesmas performances, mas sim na ação, Poyart é hoje um diretor que aposta no novo, tenta supreender a todo o momento o telespectador com cenas invertidas, perspectivas incomuns e cenas de ação com momentos de slow-motion, ou seja é uma excelente experiência cinematográfica que merece respeito e o melhor é do Brasil.

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