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Falsa biomédica fazia procedimentos cirúrgicos em Barueri

Publicado em Cidades

A jovem Adrielly Souza está no Hospital das Clínicas há 13 dias, após passar por procedimento estético de preenchimento e aumento dos glúteos em um salão de beleza de Barueri. Muito debilitada Adrielly Souza diz “Cheguei aqui chorando, aí eles me aplicam morfina e na morfina que eu vou tranquilizando”. No dia 4 de julho, Adrielly foi a este salão de beleza e pagou R$ 5.500 para aplicar 800 mililitros de PMMA, ou metacril, para aumentar o bumbum. Quem fez o procedimento foi Tatiana Duarte, a dona do salão, que se apresentou como biomédica. No dia seguinte, Adrielly sentiu dor e o local da aplicação ficou vermelho.

Ela diz que Tatiana receitou um antialérgico e um antibiótico, mesmo sem ser médica. Quando o quadro piorou, Tatiana levou Adrielly até o pronto-socorro de Barueri. Dez dias depois, Adrielly procurou o Hospital das Clínicas, em São Paulo. O caso está sendo investigado pela 2ª delegacia de Polícia Civil de Barueri, segundo o delegado Edinelson de Jesus Martins, Tatiana Duarte não é biomédica, e seu salão está interditado pela Anvisa. “Realmente ela não é biomédica, por isso nós estamos apurando o registro irregular de medicina, pois no nosso entendimento esse procedimento só pode ser feito por médico. No decorrer dessa semana vamos levantar se existem outras vítimas, e na medida do possível, ouvir a própria Adrielly que ainda está internada”.

A acusação foi registrada como lesão corporal culposa e exercício irregular da medicina. Segundo familiares Adrielly conheceu a dona do Salão nas redes sociais, que se apresentou como biomédica, agora já passou por 4 cirurgias corretivas por ter sido usado silicone industrial. Não conseguimos contato com a defesa de Tatiane Duarte. A advogada da família, Daniele Rocha Rodrigues, diz que o líquido se espalha pelo corpo então não tem como precisar a quantidade exata que tem em seu organismo.

“A dor dela só ameniza com morfina. Ontem no horário de visita, às 16 horas – domingo, 29/07 – ela estava com muita dor, chorando muito, muito debilitada e reclamando muito.” Foi a própria Tatiana que registrou um boletim de ocorrência. Segundo a polícia, ela disse que aplicou metacril e que ficou surpresa ao saber que a biópsia no Hospital das Clínicas não encontrou a substância no corpo de Adrielly, mas sim silicone industrial. A polícia diz ainda que Tatiana não é biomédica e exercia a atividade irregularmente.

“Ela confirmou que fez em outras pacientes. Nosso objetivo agora é tentar localizar potenciais vítimas”, afirma o delegado.

(*)Dr. Bumbum(*) O caso de Adrielly, que aconteceu em Barueri, é muito parecido com o caso que ficou conhecido nacionalmente como “Dr. Bumbum”, quando a bancária Lilian Calixto morreu, após passar por um procedimento estético na cobertura do médico Denis Casar Barros Furtado, na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro.

A bancária pagou R$ 20 mil reais para aumentar seu glúteo usando PMMA, polimetilmetacrilato, uma substância sintética, mas passou mal logo após a intervenção e foi levada pelo próprio Denis até o Hospital Barra D’or, onde não resistiu e faleceu. (foto: Talis Maurício/CBN)

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