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HIV é maior entre jovens; transmissão por ato sexual predomina

Publicado em Cidades

Jovens do sexo masculino com idade entre 15 e 24 anos que contraíram o HIV em transações sexuais com outros homens. O perfil das pessoas com resultado positivo para o vírus da aids no Brasil mudou bastante nos últimos anos, segundo o médico infectologista Wladimir Queiroz, do Hospital Emílio Ribas, em São Paulo.

 

De acordo com o médico que também é professor da Faculdade de Medicina de Santos, a contaminação por drogas injetáveis, transfusão de sangue e transmissão verticais (de mãe para filho) foi reduzida significativamente e hoje as pessoas contraem o vírus no Brasil basicamente por meio do ato sexual, principalmente nas relações homossexuais entre homens.

 

“Não se fala mais em contaminação do HIV por drogas injetáveis no Brasil. Antigamente, as drogas injetáveis tinham relação direta com a transmissão. Hoje, é possível que essa relação se dê mais de forma indireta. Pode ser que sobre o efeito da droga a pessoa esteja mais propensa a fazer sexo sem a devida proteção”, afirma o médico.

 

Assim é com a transmissão por transfusão de sangue. Diferentemente do passado, atualmente existe segurança e controle total nos homocentros, o que não havia no passado quando a transfusão era feita por uma empresa privada que dava lanches e até pagava ao doador. Hoje, o  médico que prescreve a transfusão age com muito mais critério do que há 30 anos.

 

Outra forma de transmissão é a transmissão vertical. Ainda temos um contingente de crianças que hoje estão na faixa dos 30 anos que adquiriu o vírus através da mãe portadora de HIV. Os índices diminuíram em consequência de um conhecimento mais profundo, das campanhas nacionais que geram mais consciência em ginecologistas e obstetras para o uso de drogas seguras e atuação no pré-natal.

 

 

As campanhas, segundo o médico, devem estar focadas para a mudança de hábito. No passado houve muita campanha sobre o uso de drogas, mas só funcionou até quando a droga injetável foi substituída por outras drogas cujo uso dispensa a seringa (cocaína e crack). “A minha geração perdeu amigos de escola e ídolos como o Fred Mercury, Cazuza, a atriz Sandra Bréa, o conhecimento de alguém que partiu porque contraiu o vírus HIV estava mais presente e havia um estigma físico muito forte”.

 

Segundo a experiência profissional do médico, essas questões não são mais predominantes. “No Emílio Ribas, a maioria dos que são atendidos pelo Pronto Socorro procuram pela Profilaxia Pós-Exposição ao HIV (PEP), quando a pessoa percebe que pode ter contraído o vírus, após uma relação sem proteção. A procura quase que estourou. O PEP consiste na utilização de medicação antirretroviral durante 28 dias que se inicia até 72 horas depois da exposição ao risco”.

 

O uso da camisinha nas relações sexuais continua sendo o método mais seguro. O Brasil, segundo Wladimir, está muito longe de saber qual o número de pessoas contaminadas pelo HIV. De acordo com ele, o melhor acerto é tratar o indivíduo para que ele não transmita o vírus.

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