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Uso pedagógico de celular em sala de aula divide educadores

Publicado em Cidades

No início deste mês de novembro, o governador Geraldo Alckmin formalizou a liberação do uso de celulares em sala de aula para uso pedagógico nas escolas estaduais. Mesmo dentro de um olhar que une a tecnologia, o “gosto jovem” e a pedagogia, a medida divide a opinião de educadores.

 

Ex-diretora regional de Ensino do governo estadual na região de Barueri, Silvia Ruedas diz que ignorar que hoje os celulares estão no cotidiano de crianças e de adolescentes e não inseri-los pedagogicamente nas salas de aula é um risco. “Porém, liberar o uso sem preparo dos profissionais pode ser outro fracasso. Vale refletir, também: são as leis que fazem a realidade escolar? O que muda a cultura escolar, de fato?”, questiona.

 

Para ela, o uso pedagógico do celular em sala de aula só terá êxito se acompanhada da formação dos professores para uso da tecnologia e novas metodologias. “E também se houver garantia  de conexão gratuita e de qualidade, o que ainda é precária em muitos locais.”

 

Neste ano de nova gestão, o secretário de Educação da Prefeitura de Barueri, Celso Furlan, reforçou a proibição do uso de celular em sala de aula, e, mesmo com o aceno do governo estadual sobre a questão, mantém opinião contrária. “Tanto para aluno ou professor. A normativa (em Barueri) permanece para não tirar o foto ou desviar a atenção. A ideia é que os alunos aproveitem o máximo o tempo em sala de aula para melhorar a aprendizagem, sem correr o risco de desviar o foco”, defende.

 

A norma também não deve influenciar nas escolas mantidas pela Fundação Instituto de Educação de Barueri (Fieb). Uma delas, a Maria Theodora Pedreira de Freitas (Alphaville), é referência em sistema de ensino na região. Seu diretor, Daniel Forge, tem 33 anos e vê com naturalidade a medida. “Foi necessário obter-se um olhar positivo para o uso de um objeto que é um grande facilitador na comunicação, depois de anos em que havia preocupação grande na proibição”, aponta o educador.

 

Por outro lado, Daniel também alerta para a formação dos professores na utilização do celular em sala de aula, e as condições que a escola deve impor. “O professor tem que aprender a lidar com essa ferramenta, e precisa moldar a capacidade do aluno para entender como utiliza-la. Tem que ser um uso condicionado, e o professor tem que tomar cuidado para essa prática não tomar o seu lugar dentro da sala de aula”, avalia.

 

 

Para o governador Geraldo Alckmin, a internet no celular abre inúmeras possibilidades de atividades e pesquisa. “Será um grande salto em benefício dos alunos”, disse.

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