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Diabetes: doença silenciosa exige muita atenção

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Novembro não é apenas um mês de atenção à saúde do homem, mas também de alerta para uma das doenças mais cruéis e que mais matam no mundo: o diabetes. A enfermidade é lembrada em 14 de novembro: Dia Mundial do Diabetes, comemorado desde 1991 pela IDF (International  Diabetes Federation) e instituído pelas Nações Unidas desde 2006 e que, aliás, deu origem ao Novembro Azul. 

 

O diabetes é a terceira causa de mortes no mundo. No Brasil – país que ocupa a quarta posição no ranking global da doença -, afeta cerca de 12 milhões de pessoas. O mais alarmante é que nos últimos 10 anos ela cresceu 61,8% por aqui, passando de 5,5% da população em 2006 para 8,9% em 2016, de acordo com a Pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgada em abril deste ano.  

 

No mesmo período, a incidência da doença passou de 6,3% para 9,9% em mulheres - as mais afetadas. Nos homens, passou de 4,6% para 7,8%. O índice da doença é maior entre pessoas com 65 anos ou mais, chegando a 27,2%, mas tem crescido em pessoas com menor idade. Entre a população de 18 a 24 anos, o índice é de 0,9%; entre 35 a 44 anos, salta para 5,2%; e de 55 a 64 anos, chega a 19,6%.  

 

“Em geral, a doença não manifesta sintomas, exceto se os níveis de glicose estiverem muito altos, podendo haver tontura, perda excessiva de peso, poliúria (quando se urina muito) e sede excessiva, mas esses sintomas podem passar despercebidos. A melhor forma de descobrir a doença em seu início é visitar regularmente seu médico, realizando exames periódicos, bem como praticando hábitos saudáveis de vida, como uma alimentação equilibrada, evitar tabagismo e álcool em excesso e praticar atividade física regular”, esclarece a especialista em endocrinologia e metabologia da rede municipal de saúde de Barueri, Karla Gomes.  

 

Questionada se o diabetes mata, Karla nem titubeia: “é a terceira causa de mortes no mundo!” Segundo ela, o que mais leva ao óbito, neste caso, são as doenças cardiovasculares, como o infarto e o AVC (acidente vascular cerebral). Mas há boas notícias. A primeira é que a doença pode ser evitada, especialmente a do tipo 2, desencadeada pelo ganho de peso e hábitos não saudáveis e que costuma se manifestar após os 35 anos; a segunda é que, uma vez diagnosticada, é possível viver bem com ela se seguir corretamente as orientações médicas.  

 

Sobre o diabetes 

O diabetes, ou Diabetes Mellitus, é uma doença crônica, ou seja, não tem cura, além de autoimune. Ela se caracteriza pela deficiência na produção de insulina pelo organismo. Os tipos mais conhecidos são o 1 e o 2. O primeiro é marcado pela falência das células beta no pâncreas e é o que mais acomete crianças e adolescentes. Já o 2 possui uma carga genética bem maior, costuma ocorrer por resistência à ação da insulina e uma das principais causas é a obesidade. Outras formas de diabetes costumam manifestar-se por lesões anatômicas no pâncreas, resultantes de agressões tóxicas causadas por infecções e compostos químicos. 

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